“Então, o contrato vai ser renovado?” é o novo “Então, e para quando um filho?”
Irrita que só, mas assim, daqueles “irritas” com muitos rrrrrs.
Irrrrrrrrrrrrrrrrita!
“Então, o contrato vai ser renovado?” é o novo “Então, e para quando um filho?”
Irrita que só, mas assim, daqueles “irritas” com muitos rrrrrs.
Irrrrrrrrrrrrrrrrita!
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Recebi uma cartinha toda formal dos meus vizinhos de baixo a queixarem-se do barulho que faço no meu quarto a horas impróprias. E indicam as horas das infrações e tudo! Inclusive um episódio pelas 4 da manhã. Deus proteja os meus vizinhos dos ruídos que eu provoquei uma vez às 4h da manhã!
Alguém me arranja aí um belo espécime masculino, apto para longas maratonas de sexo e que solte em mim a fera mais barulhenta de que há memória? Uhm? É que já que tenho a fama ao menos que tenha o proveito.

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Hoje vi um pénis.
“E?” perguntam vocês.
O dito cujo fazia parte da infeliz anatomia dum sujeito sentado ao meu lado no autocarro.

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Mas tem de ser com vídeo. Dá mais encanto…
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Tenho vários negócios, muitos deles em Portugal, apesar de eu querer vender tudo o que tenho no meu país. Pago muitos impostos, ao contrário do que muita gente pensa. [...] [Q]uero vender porque estou um bocado farto disto. Mas o que eu estava dizer é que dou trabalho a muita gente e pago muito de IVA. Estou a dizer isto apenas para responder aos que dizem que eu não contribuo para o país.
Este Figo desde que depila os peitorais que anda muito chorão. Ai, que pago muitos impostos. Ai, que o BPN não me pagou para andar a correr atrás de uma cadeira feito um tontinho (ou era a Catarina Furtado? agora não me recordo). Ai, que o Sócrates enganou-me (sempre se safaram os 750 000 Euros do pequeno-almoço). Aaaaaaaaai, que …. pronto, já chega. Se me querem ouvir queixar mais uma linha que seja, pra cá um relógio edição especial daquela marca suíça mais caro do que um T3 no Parque das Nações. Aqui o queixinhas não se queixa à borliú, capisce?

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O negão do Lidl
O negão do Lidl é lindo é
Adoro a sua pele cor de café
O negão do Lidl tem um corpo de arrasar
E, ainda por cima, ajuda-me a poupar
O negão do Lidl é melhor do que qualquer promoção
Quando diz o total, acelera-me o coração
O Lidl não tem só coisas docitas
Também tem um negão que nos lava as vistas
Se levar o Lidl e o Minipreço a desempate
Ganha o negão tal qual bombom de chocolate
Na categoria Lavar as vistas
Volta e meia penso num emprego que larguei há uns 5 anos. Eu sou assim e quem me conhece bem o sabe. Farto-me e vou-me embora. O meu actual emprego deve ser o sítio onde fiquei mais tempo, só lá estou há 3 anos e, devo acrescentar, já estou fartinha daquilo e quero mesmo é que o contrato acabe (em Junho de 2012!) porque com a idade estou uma medricas e não tenho coragem para me demitir assim, sem mais nem menos.
Esse tal emprego era no estrangeiro, na altura tanto me fazia ser em Portugal como não, concorri, fui aceite e fui. A empresa era muito desejada, tanto os produtos que providencia como um emprego lá, mas honestamente os outros sempre ligaram ao nome sonante mais do que eu. Embora seja uma empresa de topo, eu fui prestar apoio ao cliente, não era Engenheira Informática nem nada que se pareça.
Aguentei um ano. Acho que nem isso. Sentia-me miserável. A empresa, americana que é, era movida por objectivos e avaliações de desempenho quase semanais. Havia uma obsessão quase compulsiva de destrinça entre os que “ainda” eram temporários e os que finalmente tinham passado a efectivos (os cartões sempre visíveis no vestuário tinham cores diferentes para cada tipo de funcionário, sendo o vermelho a cor dos temporários). Lembro-me de uma frase que ouvi na reunião de apresentação aos novos funcionários no 1.º dia, “Se estavam habituados a serem as pessoas mais inteligentes da sala, aqui haverá sempre alguém mais inteligente”.
Efectivamente, foi o primeiro emprego onde não evoluí rapidamente, onde tive dificuldades em aprender as regras, onde era mediana. Também acho que não lidei bem com esse facto e talvez tenha sido um dos motivos pelos quais me vim embora. Embora, quando me demiti, estivesse bem adaptada à posição que tinha entretanto assumido e já tivesse deixado o cartão vermelho para trás há uns meses.
Mas não correu bem, não gosto de policiamento no emprego. Que me venham falar em percentagens. Que me estejam sempre a controlar. Não gosto que haja muitas regras. E naquele sítio só há regras, embora eles queiram parecer uns porreiraços, uns fixes, uns descontras. Nunca consegui lidar bem com a necessidade que tinham de juntar os funcionários em eventos fora do emprego, como era o caso das actividades de “team building”.
Quando alguém era para ser enviado pra casa, esperavam pelas sextas-feiras ao fim do dia. Uma vez, estava eu a trabalhar até tarde, a ver se cumpria números, e vem uma Manager falar com um gajo no fundo da fila. Ele volta passados uns minutos e diz que foi despedido. Deu-me uma vontade incrível de chorar. Sabem quando a pessoa tem uma vontade imensa de chorar e tenta travar a todo o custo e até dói a garganta? Pois, era eu. Mas que raios, não era caso para chorar, o gajo não ia morrer, estava simplesmente a ser despedido, não era o fim do mundo, mas na altura ao vê-lo a ir-se embora, eu estava a ver-me a mim num futuro próximo.
E o medo não era tanto pelo facto de perder o emprego, mas pelo falhanço. Se eu fosse despedida isso seria terrível para mim, em termos psicológicos. Isso não podia acontecer. Eu não estava habituada a falhar, a ser considerada um peso. Eu odiava sentir-me assim e aquela empresa fazia-me sentir desta maneira. Curiosamente, a demissão foi despoletada por algo bem aleatório. Queria ir viver sozinha, estava farta da minha companheira de casa e só via apartamentos caríssimos e reles. E pensava no apartamento que tinha deixado em Lisboa… Depois de uma visita a um local particularmente bafiento, fui ter com o chefe e disse “demito-me”. Foi assim. Tão simples como isso.
Tinha uma colega na faculdade que dizia frequentemente “Recuso-me a…”, podia ser “recuso-me a comer bacalhau”, mas lembro-me de a ter ouvido dizer numa ocasião “Recuso-me a trabalhar a recibos verdes”. Pois é, não irei tão longe, mas a verdade é que de vez em quando todos nós temos de adoptar esta atitude, a atitude do Recuso-me. E eu recusei-me a partilhar apartamento com uma espanhola cusca e porca, a viver numa cidade de que não gostava, a estar longe do meu país onde tenho infinitamente melhor qualidade de vida, a viver em constante ansiedade porque não consigo fazer o meu trabalho bem, mas depois quando finalmente consigo fazer bem o meu trabalho, não estou a fazê-lo suficientemente rápido e, vês, aquela ali, ela conseguiu esses resultados em menos meses. FARTA!!!!! Cansei-me da constante comparação e avaliação e depois das festinhas em que fingiam todos ser melhores amigos.
A realidade é que tive de assumir, de ser verdadeira comigo mesma, I don’t do corporate. Não dá. E uma segunda incursão numa empresa do género, desta vez já em Portugal, provou isso. Se calhar o facto de estar neste momento a trabalhar num sítio em que não tenho objectivos, em que estou a contrato, e em que nunca serei parte do quadro seja um castigo. Sei lá.
Perguntam-me algumas vezes, “nunca te arrependeste?” Não. Porque eu não me arrependo desse tipo de decisões, não olho para trás, olho sempre para o futuro. E ter saído dum sítio que não se adaptava a mim e ao qual eu não conseguia me adaptar pode não ter sido inteligente, mas foi o que quis. Ao menos saí nos meus termos, sou teimosa assim.
Mas volta e meia lembro-me. Sobretudo quando ouço falar de pessoas que lá estão a trabalhar. Ainda há pouco li uma referência num blogue a uma dessas pessoas. Pesquisei o nome e acedi à página dele do LinkedIn. Do que vejo, é um dos chamados “overachievers”. Subiu de posição rapidamente e integrou-se facilmente na cultura da empresa. Só de ler aquele pequeno texto, vejo que respira a ideologia do sítio.
Mas às vezes pergunto-me como teria sido se tivesse continuado lá…
Provavelmente estava no Peso Pesado lá do sítio, porque engordei uns bons 10 kgs à conta da alimentação errada e da depressão que quase apanhei. E seria uma queixinhas irritante de mal com a vida.
E recuso-me a ser assim.
Na categoria Doce da casa
O meu bairro tem um vigilante. Não, não é alguém que anda vestido de super herói à “Kick-Ass” a partir os braços aos assaltantes nem um vizinho bondoso que ajude as velhotas a atravessar a passadeira. Não, este vigilante é mais subtil, deixa dicas, do estilo “vê lá se apanhas vergonha na cara, ó caramelo”. Há uns meses reparei que os carros estacionados nas curvas (mesmo com os pinos colocados pela Junta eles estacionam nas curvas) ou em cima das passadeiras tinham os limpa-pára brisas levantados. Em jeito de mensagem. Desta vez só te levantei os limpa pára-brisas, prá próxima .. ergh … já sei … pra próxima fecho-te os espelhos retrovisores! Ha! É caso pra dizer que o vigilante é mais bem comportado do que os senhores condutores. Se fosse noutro bairro mais bera era logo de risco na pintura!
Agora, esta nova moda dos vigilantes nem sempre funciona muito bem. Não sei se será o mesmo bom samaritano ou se um copycat inspirado pelo nosso levantador de limpa-pára brisas, mas há umas semanas, na minha rua, reparei que os cocós dos cãezinhos que não tinham sido apanhados pelos respectivos donos estavam assinalados por um círculo na calçada feito com tinta verde (daquela de spray, usada nos grafittis).
Oras, há uns senhores que trabalham pra Câmara e que volta e meio passam lá nas ruas do meu bairro de motoreta e uma espécie de aspirador Vaporetto Titano a aspirarem os cocós para uma caixa colocada na parte de trás das motorizadas (tipo Telepizza). Confesso que sempre me perguntei como se chamaria a profissão desses senhores, “Apanhador de fezes”, “Apanhador de dejectos caninos”, “Operador de Aspirador de Dejectos Caninos”, enfim, as possibilidades são infindáveis. Mas voltando à merda, até pensei que alguém do município pudesse andar a “assinalar” os cocós pros apanhadores/aspiradores, mas seria coisa inédita e, creio, improvável. Não, não. Cheira-me a mais um vigilante. Alguém que quer deixar uma mensagem clara, Donos de canitos cagadoiros, estais avisados, pra próxima … ergh … pinto … os cães! Sim, pinto-vos os cães às bolinhas verdes e amarelas!
Acontece que o nosso vigilante não pensou no futuro. É que os cocós, mesmo sendo mal cheirosos e bastante desagradáveis, sobretudo se entraram em contacto com as solas dos nossos sapatos, são matéria orgânica, digamos, que com uma chuvita mais intensa vão à vidita deles, ou seja, pelas vielas amarguradas das ruas lisboetas, entrando por uma qualquer grelha de esgoto. Já a pintura que outrora servia para os assinalar na calçada é coisa difícil de sair e vai ficando, memória vã de um cocó que já se desmaterializou.
É caso pra dizer, foi pior a emenda do que o soneto.
Na categoria Postas de pescada
No que toca a celebridades, sou má. Muito má. Se não me agrada, boto abaixo. Para já, posso falar mal tanto quanto quiser porque para eles sou um grão de areia na praia ou o plâncton no mar. E se eles são ricos, famosos e têm uma vida cheia de glamour, eu também tenho direito aos meus queixumes. Aposto que nem ficam com as orelhas a arder quando falo mal deles.
Isto tudo para dizer que não distribuo elogios a torto e a direito, nem me é fácil gostar a sério de um actor ou uma actriz ou de um filme, série, etc. Mas há uns que me caem no goto.
Por exemplo, porque é que ainda ninguém se lembrou de juntar a Rachel Weisz e o Eric Bana num filme? Eles não são particularmente os melhores actores ou os mais perfeitos fisicamente, mas são definitivamente carismáticos e conseguem criar empatia com o público.
Eric Bana foi a única coisa que se aproveitou da desgraça que foi “Tróia” e é excelente em “Black Hawk Down”. Chega a ultrapassar o meu amor pelo Ewan Macgregor, que ultimamente só entra em filmes comerciais e vê-se mesmo que se está a cagar pra qualidade e só quer é o dinheirinho no final do mês ou do projecto ou seja lá como aquela gente recebe para andar pelo mundo na mota a cair aos bocados.
E a Rachel Weisz é uma deusa. Para prova, ver abaixo.
Na categoria Sétima Arte | Etiquetas:Eric Bana, Rachel Weisz
Os comensais dizem...